
A Câmara de Guimarães vai assinar segunda-feira (25 maio), com o Governo, um contrato de financiamento de uma rede de energia 'inteligente' que inclui o recurso a carros eléctricos, disse hoje um investigador ligado ao projecto.
Segundo António Cunha, do Departamento de Engenharia da Universidade do Minho, o projecto, intitulado Mobi-Guimarães, contempla um investimento inicial de 1,3 milhões de euros, parte dos quais já mereceu a aprovação do Projecto Operacional Temático de Valorização do Território.
O apoio estatal e comunitário, de 993 mil euros, celebrado através de contrato entre o Município e a Direcção-Geral do Urbanismo do Ministério do Ambiente, será canalizado para a concepção, desenvolvimento e aplicação de um modelo de mobilidade sustentável.
A iniciativa envolve a Câmara de Guimarães, a Universidade do Minho e a empresa DST de Braga, que vão desenvolver uma estação de serviço 'inteligente' para 20 veículos eléctricos, a qual inclui o recurso a energias renováveis .
Participam ainda a empresa Petrotech, de Guimarães, do Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA) e do Centro de Inovação estatal Inteli.
António Cunha adiantou à Lusa que a estação de abastecimento de energia e os pontos de recarga que serão criados para os 20 automóveis que circularão na cidade vão recorrer a energias renováveis, área em que a DST tem vindo a investir, nomeadamente através de microeólicas e de painéis fotovoltaicos.
No âmbito do projecto, a DST - Domingos da Silva Teixeira, SA, de Braga, vai desenvolver uma 'rede de energia inteligente' para a concepção, desenvolvimento e aplicação de um modelo de mobilidade sustentável.
A DST, que fará um investimento inicial de 400 mil euros, criará uma rede de abastecimento piloto, com nove pontos de carga (três por parque de abastecimento), apoiada numa rede de produção de energia com base em fontes renováveis (fotovoltaicos e/ou aerogeração) e sistema de gestão de carga.
FONTE: Correio do Minho





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